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Recursos do Nota MT contribuem para atendimento e tratamento de pessoas com câncer no Estado

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O Governo do Estado, por meio da Unidade de Ações Sociais e Atenção à Família (Unaf) e das secretarias de Fazenda (Sefaz) e de Assistência Social e Cidadania (Setasc), entregou, nesta quarta-feira (04.09), um cheque de R$ 27 mil do programa Nota MT ao Hospital de Câncer de Mato Grosso. O valor soma-se aos quase R$ 750 mil já recebidos pela instituição que há 25 anos atende os pacientes com câncer em todo o Estado.

A entrega foi realizada pela coordenadora da Unaf, a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, pelo secretário de Fazenda, Rogério Gallo, e pela secretária de Assistência Social e Cidadania, Cel. Grasi Bugalho, em solenidade que reuniu diversas instituições filantrópicas e a equipe do Hospital de Câncer. Também participaram o secretário adjunto de Projetos Estratégicos da Sefaz, Vinícius Simioni, e os auditores da Controladoria Geral do Estado, Jonathas Fuji e Márcio Costa.

“O Nota MT tem ajudado várias entidades. Hoje estamos entregando o valor de R$ 27 mil, mas já foram mais de R$ 750 mil, mais ou menos, repassados ao Hospital de Câncer. Então, é importante essa entrega para que, também, as entidades saibam que esse é um trabalho sério do Governo Estadual”, disse a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes.

Ao receber o cheque, o vice-diretor, Erik Bustamante, agradeceu a parceria do Estado e ressaltou que o todo valor já recebido do Nota MT foi destinado para o tratamento das pessoas com câncer. Para ele, todo valor é bem-vindo e ajuda a instituição.

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“O valor recebido, até agora, já foi utilizado na compra de materiais, medicamentos para quimioterapia, para tratamento cirúrgico, para o paciente que entra no centro cirúrgico para fazer anestesia geral, para compra de material de instrumental cirúrgico para o hospital, como também para a UTI”, afirmou o vice-diretor do hospital.

O Hospital de Câncer é uma das 255 entidades sociais beneficiadas pelo programa Nota MT. Cada instituição indicada pelos sorteados no Nota MT recebe o equivalente a 20% do valor do prêmio, sem qualquer desconto no valor destinado ao premiado. Por exemplo, nos prêmios de R$ 100 mil, o cidadão sorteado recebe o valor integral, enquanto a instituição por ele indicada recebe R$ 20 mil adicionais.

Para o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, esse é um dos diferenciais do Nota MT que foi criado com o objetivo de fomentar a cidadania fiscal e que beneficia a todos, tanto quem pede o CPF na nota, quanto as entidades e, também o setor do comércio.

“Todos saem ganhando com o Nota MT. O poder público ganha porque o cidadão se cadastra e pede a nota fiscal. O cidadão é premiado quando sorteado e, ao indicar uma entidade filantrópica, essa também recebe um valor que contribui para a manutenção de suas atividades. Além disso, essas instituições incentivam outras pessoas a se cadastrarem, criando uma corrente positiva que beneficia inclusive o comércio e o bom comerciante que paga o imposto”, disse o secretário de Fazenda.

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As entidades

Para uma entidade social participar do Nota MT é preciso antes ser cadastrada na Secretaria de Assistência Social e Cidadania.

A secretária da Setasc, Grasi Paes Bugalho, participou da entrega e ressaltou que além do Nota MT, o cadastro possibilita a participação em outros programas da secretaria.

“As instituições são cadastradas e credenciadas pela Setasc, e para nós, é uma grande satisfação, porque, além de habilitar a instituição para participar do Nota MT, também é uma oportunidade de habilitá-la para participar de vários outros programas estaduais. Um exemplo disso é o edital, atualmente aberto, que financia projetos de até R$ 300 mil. Essa parceria é essencial para que o Estado, que muitas vezes não consegue alcançar todas as regiões, consiga chegar através de instituições sérias, que realmente se dedicam a servir e cuidar das pessoas”

Atualmente, o Nota MT conta com 260 entidades com cadastro ativo, das quais 255 já receberam recursos do programa de incentivo à cidadania fiscal. Ao todo, foram repassados R$ 8.200.800,00.

Entidades sem fins lucrativos, interessadas em participar do Programa Nota MT, devem encaminhar um e-mail para o endereço: [email protected], colocando no título “Cadastramento de Entidade – Nome da Entidade”, encaminhando toda a documentação exigida pelo Edital 001/2023. A documentação deverá estar legível em PDF.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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