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Inmet diz que seca vai se agravar, principalmente na região Amazônica

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A estiagem que afeta grande parte do Brasil deve se intensificar nos próximos dias, conforme indica o último boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Dados recentes mostram que a umidade relativa do ar caiu para níveis alarmantes em várias localidades.

A situação é agravada pela falta de chuvas generalizadas, que continua a impactar severamente a região Amazônica. A grande amplitude térmica é outra característica marcante, com temperaturas variando drasticamente entre a noite e o dia. Em Porto Velho (RO), por exemplo, a temperatura oscilou entre 17,8ºC e 36,4ºC no último domingo.

Enquanto áreas no extremo norte da região Norte, na costa do Nordeste e no extremo sul ainda têm alguma previsão de chuvas, a maior parte do país, incluindo o Centro-Oeste e o Sudeste, permanecerá seca. O Nordeste, particularmente, enfrentará chuvas esparsas, restritas principalmente à costa.

A Metsul Meteorologia alerta para o aumento das queimadas, especialmente no sul da Amazônia, Cerrado e Pantanal, devido à persistência de uma massa de ar seco que domina a maior parte do território brasileiro. Esta condição está associada a uma umidade relativa do ar entre 10% e 15% durante as tardes, níveis típicos de regiões desérticas e que podem representar riscos significativos para a saúde, como doenças respiratórias.

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Fonte: Pensar Agro

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Vazio sanitário já esta em vigor e impõe controle rigoroso contra ferrugem asiática

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O vazio sanitário da soja, período em que a presença de plantas vivas da oleaginosa é proibida em todo o território nacional, já esta em vigor. A medida é o principal instrumento de controle da ferrugem asiática, fungo de alta letalidade que, se não combatido, pode dizimar lavouras inteiras. Com o início do protocolo em diversos estados, o setor agropecuário mobiliza-se para eliminar plantas voluntárias, as chamadas “tigueras”, que servem como ponte verde para a sobrevivência do patógeno entre as safras.

O cronograma nacional respeita as peculiaridades climáticas de cada região, garantindo que o ciclo do fungo seja interrompido de forma coordenada.

Estado Início do Vazio Término do Vazio
Paraná 10 de junho 10 de setembro
Mato Grosso 15 de junho 15 de setembro
Mato Grosso do Sul 15 de junho 15 de setembro
Bahia (Região I) 26 de junho 7 de outubro
Goiás 1º de julho 30 de setembro
Minas Gerais 1º de julho 30 de setembro
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No ciclo 2025/26, o Brasil consolidou números expressivos, com a área plantada nacional atingindo aproximadamente 48 milhões de hectares. Esse volume de produção exige um manejo fitossanitário cada vez mais rigoroso. Especialistas ressaltam que, sem a interrupção do cultivo, a pressão de inóculo do fungo na safra seguinte torna-se exponencialmente maior, elevando o custo de produção devido ao aumento necessário no número de aplicações de fungicidas, que podem chegar a seis ou sete vezes em uma única temporada.

A recomendação técnica é clara: qualquer planta de soja emergente deve ser eliminada em até 30 dias após a germinação ou antes de atingir o estádio V4. O descumprimento das normas acarreta penalidades administrativas, mas o maior prejuízo é o risco à produtividade da safra 2026/27, que no Oeste baiano tem o plantio autorizado apenas a partir de 8 de outubro.

A conformidade com o vazio sanitário não é apenas uma obrigação legal, mas um seguro contra a quebra de produtividade. Com o mercado internacional atento à qualidade do grão brasileiro, o controle rigoroso de doenças é um ativo competitivo que mantém o país como o maior fornecedor global de soja. O desafio para os próximos meses é garantir que o monitoramento seja feito em 100% da área, impedindo que “pontes verdes” comprometam o potencial produtivo da maior safra do planeta.

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Fonte: Pensar Agro

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