O edital Viver Cultura, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), viabiliza a nova temporada de Nepal, peça que ficou em cartaz entre os anos de 2000 e 2010, acumulando prêmios relevantes do teatro brasileiro. Com adaptações, o espetáculo do Theatro Fúria será apresentado neste sábado (20.07) e domingo (21.07), no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá.
Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis no site www.theatrofuria.com. O público também tem a opção de contribuir voluntariamente, com qualquer valor, na campanha intitulada “Eu valorizo a arte”. Fazendo a contribuição, é possível concorrer a brindes e vantagens especiais para os próximos eventos do grupo teatral.
Em Nepal, o mundo acabou. Ou quase. Restam apenas duas pessoas que se encontram uma terra distante, em algum ponto do país homônimo. O espetáculo é encenado pelos atores Péricles Anarckos e Carolina Argenta, que interpretam os personagens Traço e Bathanagar.
Somam ao Fúria nesta empreitada Caio Ribeiro, que compartilha a produção com Carolina Argenta; Natália Valentini (assistência de produção), Douglas Peron (cenografia), Ricardo Porto (sonoplastia), Everton Britto (iluminação) e Renato Medeiros (projeto gráfico).
Péricles, que também assina a dramaturgia e direção, relembra que viajou por mais de 18 estados brasileiros na primeira década dos anos 2000, ao lado do ator Giovanni Araújo. O dramaturgo adianta que não há alteração no texto, mas realça o novo instrumento que materializa os conflitos entre Traço e Bathanagar.
Aguçando a curiosidade, Péricles relembra que Bathanagar se apropria de um rio que é única fonte de água na região e assim, o curso d´água vira alvo do desejo de Traço, um andarilho que ali chega. Tal qual a primeira versão, eles lutam com cordas o tempo todo, mas a bacia de outrora deu lugar a uma máquina chovedora.
(Com informações da assessoria)
Mais Viver Cultura: EP da cantora Nega Lu
O edital da Secel também possibilitou o lançamento do EP Visual “Estéreo” da cantora e compositora mato-grossense Nega Lu. Com quatro canções, o novo trabalho está disponível gratuitamente para o público em todas as plataformas de streaming.
No repertório, a artista apresenta canções que falam de amor em versos e batidas envolventes, duas delas com a participação da cantora Pacha Ana e do DJ Ah Gave. O EP visual contará ainda com vídeos, que foram filmados em Rondonópolis (MT), cidade natal de Nega Lu.
Ao longo de sua carreira, Nega Lu recebeu vários prêmios em festivais de música e já lançou o álbum “Minha Ancestralidade”, o EP “Carne” e os singles Artista Sozinho e Vício.
A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.
Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.
Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.
De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.
“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.
Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.
Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.
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