“Prisões de 10 suspeitos de homicídios em Pontes e Lacerda e Pedra Preta são a resposta do Governo às facções criminosas”, destaca secretário de Segurança
“As prisões de dez suspeitos de homicídios são uma resposta do Governo do Estado a todos os integrantes de facções criminosas. Resposta de que atuamos com tolerância zero a todos os crimes”. A afirmação é do secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, que destacou que as forças policiais estão empenhadas e vão continuar trabalhando na medida necessária para fazer o enfrentamento ao crime organizado.
Em sua fala, Roveri fez referência ao caso do duplo homicídio em Pontes e Lacerda (448 km de Cuiabá) ocorrido dentro de um estúdio de tatuagem. Em menos de 12 horas, a Polícia Civil identificou e prendeu cinco suspeitos, além de apreender a arma usada no crime, uma pistola 9mm, e drogas.
No caso de Pedra Preta (238 km de Cuiabá), a Polícia Civil investigou, identificou e pediu a prisão de cinco envolvidos. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos na quinta-feira (27.06).
Roveri explicou que as equipes da Polícia Civil também estão empenhadas no esclarecimento e prisão dos responsáveis pelo duplo homicídio ocorrido na quarta-feira, em Nobres (146 km de Cuiabá), que teve como vítimas Costa de Souza, de 29 anos, e Benilton Donato Ojeda, de 36 anos.
“Temos operações das polícias Civil e Militar ocorrendo em todas as regiões do Estado. A Polícia Civil está com diversas frentes de investigação e a PM com ações ostensivas. Nesta quinta-feira, a Polícia Civil realizou uma das maiores operações do ano, a Carga Pesada, com 422 ordens judiciais com foco na desarticulação de um sofisticado esquema de lavagem de capitais, com movimentações financeiras que ultrapassam R$ 100 milhões”, assinalou o secretário.
Pela Sesp, há 12 operações policiais ostensivas ocorrendo simultaneamente. São ações de reforço ao policiamento com a presença de equipes de unidades especializadas, como Bope, Rotam, Ciopaer, Cavalaria e Forças Táticas.
“Temos em andamento a Operação Metrópole, em Cuiabá; a Integrada Lustrum, em Poconé; a Manso Segura, na região de Manso; Estrela Guia VI, em Nova Mutum; Vitae, em Sorriso; entre tantas outras”, finalizou ele.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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