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Apreensões do Gefron causaram prejuízo ao crime de R$ 1,6 bilhão

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As apreensões realizadas entre 2019 e 2024 pelo Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), resultaram em prejuízo ao crime de R$ 1,6 bilhão. A unidade especializada faz o enfrentamento contínuo ao tráfico de drogas e outros crimes fronteiriços entre Mato Grosso e a Bolívia.

O prejuízo bilionário é calculado a partir das apreensões de veículos, aeronaves, moeda estrangeira e nacional, produtos de contrabando e/ou descaminho e principalmente, drogas.

Neste período, as ações culminaram na apreensão de 71 toneladas de entorpecentes, a maioria pasta base de cocaína e cloridrato de cocaína. Também foram apreendidas 288 armas de fogo, 7.163 munições, 64 aeronaves e apreendidos e/ou recuperados 1.900 veículos.

O Gefron também atuou na prisão de 2.207 pessoas de nacionalidade brasileira e 124 bolivianos. Com relação a prisões por mandado, 264 ordens judiciais foram cumpridas.

O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, enfatiza que as ações de enfrentamento à criminalidade foram fortalecidas na gestão Mauro Mendes, seguindo a determinação de tolerância zero à criminalidade.

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“Desde 2019, as forças de segurança vêm recebendo grandes investimentos do Governo do Estado em armamento, viaturas, tecnologia e infraestrutura. Esses recursos fortalecem o policiamento especializado na fronteira e visam reprimir o narcotráfico e outros crimes transfronteiriços”, destaca.

As ações também incluem apreensão de 1.073 m³ de madeira e 662 quilos de produtos oriundos de contrabando e/ou descaminho.

Referência

O Gefron, além de suas atividades operacionais, se destaca na capacitação de policiais de todo Mato Grosso e de outros Estados, possibilitando o compartilhamento de experiências e técnicas de combate ao narcotráfico para mais de 800 profissionais.

O comandante do Gefron, tenente-coronel PM Manoel Bugalho, afirma que esses números evidenciam a atuação estratégica da unidade especializada, que serve como referência para outras polícias do Brasil no enfrentamento ao narcotráfico internacional.

“Ficamos muito satisfeitos em compartilhar o conhecimento e a experiência adquiridos no combate ao crime na fronteira de Mato Grosso e Bolívia com policiais do Estado e de outras unidades federativas, contribuindo para a melhoria da segurança pública. O Gefron tem uma atuação ímpar no combate ao tráfico de drogas na fronteira de Mato Grosso, trabalhando de forma contínua e integrada no enfrentamento às organizações criminosas”.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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