O Governo de Mato Grosso busca melhorar a qualidade dos grãos produzidos no Estado, além de fomentar o aumento da produção, com investimentos no programa MT Produtivo Café, desenvolvido pela Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf).
Amostras de frutas produzidas em Sinop foram levadas para um profissional especializado em análise sensorial de cafés.
Das 18 amostras, três obtiveram pontuações acima de 80 pontos logo na primeira análise, classificando-se como cafés especiais. Esse resultado é importante para os produtores, indicando um alto padrão de qualidade que pode abrir portas para o mercado gourmet.
O barista, como é chamado esse profissional, domina as técnicas de torra e preparo de café, além de realizar análises sensoriais para determinar a qualidade dos grãos e ajudar na padronização do café. Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT
Segundo o secretário de Agricultura Familiar de Mato Grosso, Luluca Ribeiro, o Governo do Estado está empenhado em avançar na produção de café, com a distribuição gratuita de mudas para os agricultores investirem no cultivo, e também em melhorar a qualidade dos grãos.
“Esta iniciativa reflete esse compromisso de apoiar os produtores no aprimoramento dos métodos de produção e beneficiamento dos grãos para agregar valor aos produtos”, enfatizou.
Essa ação envolveu a seleção de cafés de produtores de Sinop, em uma parceria da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) com a Cooperativa de Agricultores de Sinop, submetidos a um rigoroso processo de torra e moagem. Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT
Thiago Tombini, engenheiro agrônomo da Empaer, destacou que esse é um apoio que o Estado dá para os produtores familiares que desejam melhorar a qualidade dos seus produtos.
“Eu fui em cada produtor rural que atendo e pedi uma amostra desse café, para a gente poder levar até um barista profissional, que é o Hugo Peret. Ele fez a torra de cada tipo de café para transformá-lo em um café de maior qualidade. Ele faz uma padronização desse café”, comentou.
Esses cafés selecionados foram apresentados na FIT Pantanal, realizada no último final de semana, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Posteriormente, a ideia é continuar a comercialização desses cafés sob a marca Raízes Mato-Grossenses.
Deputado afirma ter repassado R$ 600 mil para o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas NOB citada para comprovar a transferência não foi apresentada.
A implantação de uma turma especial de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis foi anunciada com previsão de R$ 1,2 milhão. A proposta previa R$ 600 mil destinados pelo deputado estadual Sebastião Rezende e outros R$ 600 mil pela Prefeitura.
Sebastião Rezende afirma que os R$ 600 mil foram repassados e depositados na conta da Prefeitura. Segundo ele, uma Nota de Ordem Bancária (NOB) comprova a transferência. A NOB não foi apresentada publicamente.
Os outros R$ 600 mil também não têm, até o momento, um documento público que estabeleça a obrigação da Prefeitura.
A proposta foi discutida entre o deputado Sebastião Rezende e o então ex prefeito José Carlos do Pátio. O combinado era que o deputado destinaria R$ 600 mil e a Prefeitura colocaria outros R$ 600 mil.
A reportagem investigou e não foi encontrado pela Prefeitura qualquer documento assinado pela gestão anterior. O acordo entre os dois, porém, foi apenas verbal. Não foi apresentado convênio, termo ou outro documento da gestão anterior que determine o pagamento dos R$ 600 mil pelo município.
Sem esse registro, não há documento que obrigue a atual administração a cumprir o acordo feito entre o deputado e o ex-prefeito.
A estimativa inicial de R$ 1,2 milhão também não representa necessariamente o custo atual do projeto. A implantação de um curso de Arquitetura e Urbanismo envolve despesas como equipamentos e outras necessidades da universidade. O valor atualizado precisa ser informado pela Unemat.
No caso do recurso atribuído do Sebastião Rezende, falta a apresentação da NOB citada pelo deputado. No caso da contrapartida municipal, falta um documento que comprove que a Prefeitura tenha que assumir formalmente o pagamento.
A apresentação desses documentos permitirá verificar quanto foi repassado, quando o dinheiro chegou aos cofres municipais e se existe uma obrigação financeira deixada pela administração de José Carlos do Pátio para a atual gestão.
Essas ações não significam que a Prefeitura tenha assumido o compromisso de R$ 600 mil discutido na gestão anterior.O prefeito Cláudio já disse publicamente que entregaria por meio do doação o prédio para a Unemat no entanto a instituição não se manifestou, fazendo que o núcleo passa-se de 7 cursos para apenas 2, impactanto o acesso dos estudantes da região ao ensino superior gratuito.
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