Lucas do Rio Verde

Lucas do Rio Verde é o município mais alfabetizado de Mato Grosso, aponta IBGE

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Investir em educação sempre gera bons resultados. Na última sexta-feira (17), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados que apontam Lucas do Rio Verde com o maior índice de alfabetização no estado de Mato Grosso. Com uma taxa de 97,16% da população, com 15 ou mais anos de idade sabendo ler e escrever, o município ficou acima da média do estado (94,19%) e do país (93%). Os dados são do Censo Demográfico 2022.

“Esse é um tema que me toca muito, pois eu ensinei o meu pai a ler e a escrever. A alfabetização permite que as pessoas participem da sociedade de uma forma mais plena, exercendo a cidadania de maneira mais consciente e ativa. Além disso, pessoas passam a ter mais acesso a informações sobre saúde, educação e cuidados preventivos, mais acesso ao mercado de trabalho. A educação como um todo contribui para a formação de uma força de trabalho mais qualificada, com mais renda, como também para o fortalecimento do empreendedorismo, estimulando o desenvolvimento econômico local. Por isso é muito importante o nosso apoio, do poder público, em ações que melhorem, cada vez mais, esses índices e a vida das pessoas”, ressaltou o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz.

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Depois de Lucas do Rio Verde, ficaram em segundo e terceiro lugar no ranking de alfabetização os municípios de Primavera do Leste, com 96,81%, e Cuiabá, com 96,73%, respectivamente.

Parceria em favor da alfabetização

A Prefeitura de Lucas do Rio Verde, em parceria com o Governo do Estado, tem desenvolvido o programa “Mais MT Muxirum” no município. O programa é uma das ações da Política de Educação de Jovens e Adultos – EJA, e tem como objetivo reduzir a taxa de analfabetismo.

De acordo com a secretária de Educação, Elaine Lovatel, o programa é para alfabetizar pessoas com mais de 15 anos, que não tiveram acesso à escola no tempo certo. “O nosso foco é alfabetizar, sempre. As aulas acontecem com metodologias específicas para facilitar a alfabetização. Ficamos sempre muito felizes em fazer parte da vida de tantas pessoas e, mais do que isso, levar educação para todos”, enfatizou a secretária.

A palavra “muxirum” vem do tupi guarani, que significa “mutirão”, “fazer juntos”. O programa possui o desafio de erradicar o analfabetismo entre pessoas com mais de 15 anos, que não tiveram acesso à escola, tendo agora a chance de aprender a ler e escrever.

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Desde o início do programa, em 2021, cerca de 100 pessoas já aprenderam a ler e escrever através do “Mais MT Muxirum” em Lucas do Rio Verde. Neste ano, está prevista para o mês de junho a abertura de quatro novas turmas para pessoas com 15 anos ou mais, que não tiveram a oportunidade de se alfabetizarem anteriormente. As aulas, que acontecem quatro vezes por semana, com duração de 4h/dia, devem acontecer em escolas localizadas nos seguintes bairros da cidade: Luiz Carlos Tessele Junior, Rio Verde, Vida Nova e Cerrado. Quando as inscrições forem abertas, a Prefeitura divulgará em suas redes sociais e site oficial.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Agricultores luverdenses participam de oficina para elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar

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Agricultores familiares de diferentes comunidades, representantes do Sebrae, Empaer, Cooperativa Luverdense de Agricultores Familiares (Cooperlaf), Sicredi e demais instituições participaram, na manhã desta sexta-feira (4), da Oficina de Elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar.

O encontro é uma das etapas para a construção do documento que irá estabelecer diretrizes e ações para o desenvolvimento da agricultura familiar em Lucas do Rio Verde. A elaboração do plano é precedida por um diagnóstico do setor no município e, nesta etapa, busca reunir produtores e demais atores para levantar demandas e propostas.

O prefeito Miguel Vaz participou da abertura da oficina e destacou a importância de ouvir os agricultores para definir os avanços que precisam ser colocados em prática.

“É um momento importante de colher as informações e as demandas. Já temos um diagnóstico de onde estamos e, agora, essa etapa é justamente para ouvir as demandas. Os cinco eixos vão colher essas informações, que depois serão avaliadas e encaminhadas para aprovação”, explicou.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

O prefeito também ressaltou a necessidade de fortalecer a capacidade de geração de renda no campo, especialmente por meio da agregação de valor à produção.

“Como eu sempre costumo dizer, a agricultura familiar não pode só produzir; além de produzir, tem que ter rentabilidade. Uma das formas inteligentes é processar aquilo que é produzido lá, por meio da pequena agroindústria. Isso agrega valor à produção e fortalece a agricultura familiar”, ressaltou.

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Cinco eixos

Durante a oficina, os participantes trabalharam cinco eixos que nortearão a elaboração do plano: Sustentabilidade; Agregação de Valor e Comercialização; Assistência Técnica e Extensão Rural; Regularização Ambiental e Fundiária; e Governança e Controle Social.

De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Felipe Palis, a participação dos agricultores é fundamental para que o documento seja construído de forma democrática e alinhada à realidade do município.

“Daqui vão sair ideias e propostas para que a gente possa compilar e trazer para dentro do plano e, claro, pensar na agricultura familiar nos próximos 10, 20 ou 30 anos aqui no município”, destacou.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

Felipe também lembrou que a agricultura familiar vem ampliando sua participação na economia local. “O agricultor já deixou de ser um agricultor de subsistência. Hoje, a gente chama o produtor da agricultura familiar de um empresário do campo. Ele vende na merenda escolar, está no comércio atacadista e varejista, participa dos programas de aquisição de alimentos e está se organizando em associações e cooperativas”, observou.

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Entre os temas que serão contemplados pelo plano estão a regularização fundiária das propriedades, a assistência técnica e extensão rural, a agroindustrialização, além de ações voltadas à comercialização e ao fortalecimento da produção.

A oficina foi conduzida pelo consultor do Sebrae, Carlos Eduardo Carvalho. Segundo o consultor, a participação dos agricultores é essencial para que o plano reflita as necessidades reais de quem está no campo.

“O objetivo é atender o produtor da melhor maneira possível, considerando os recursos disponibilizados pelos órgãos públicos. Esse levantamento envolve infraestrutura, logística, estradas, certificações, selos, agregação de valor e comercialização”, explicou.

Carlos avalia que o fortalecimento da agricultura familiar passa pelo equilíbrio entre os aspectos ambiental, econômico e social. “Tudo isso é feito para que essas famílias possam, de alguma maneira, ser sustentáveis no campo. A parte econômica também é um chamativo para a sucessão e a parte social é importante para que esses pequenos produtores possam permanecer no campo”, destacou.

A elaboração do plano também atende a uma exigência do Estado relacionada ao Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), e tem como principal objetivo estabelecer diretrizes que atendam às necessidades dos agricultores familiares do município.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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