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Prefeitos celebram convênios para asfalto urbano: “saímos de 30% para 100% asfaltado”

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Em parceria com as prefeituras, o Governo de Mato Grosso vai investir mais R$ 231,9 milhões em obras de infraestrutura em 37 municípios. No total, 48 convênios foram assinados nesta quinta-feira (25.04) em Cuiabá.

Um dos principais investimentos é para asfalto novo e recuperação do pavimento de ruas e avenidas das cidades. Apenas para este fim, foram firmados 26 convênios, com um repasse de R$ 70,6 milhões da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística e uma contrapartida de R$ 23,8 milhões das prefeituras.

Em Guarantã do Norte, o Estado vai repassar R$ 5,35 milhões de um total de R$ 7,8 milhões para asfaltar 34 ruas e quatro avenidas. O prefeito municipal, Érico Gonçalves, explica que o convênio vai permitir que o município adquira os insumos necessários para realizar a obra.

“O município vai entrar com toda a estrutura, usina de asfalto, caminhões, maquinários. Nós vamos aplicar isso para a população, trazendo qualidade de vida, valorização de cada imóvel, de cada morador do município de Guarantã. Para nós, realmente é a virada de chave. Saímos de 30% de pavimento para fechar 100% em 8 anos”, explicou.

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Outro município que caminha para ter 100% das suas ruas asfaltadas é Araguaiana, segundo o prefeito Getúlio Dutra. “Vamos ser beneficiados mais uma vez com asfalto por esse governo”, explicou.

O Governo vai repassar R$ 3,09 milhões para o município, do total investido que será de R$ 4,9 milhões. Serão asfaltadas 30 ruas e 13 avenidas da cidade.

O secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, explica que desde o início da atual gestão, mais de R$ 4 bilhões foram firmados em convênios com as prefeituras, além da entrega de equipamentos e luminárias de LED.

“Esse é um Governo que atende aos anseios da população. É nos municípios que nós temos os problemas, é lá que a população sente a falta do saneamento, sente a falta do asfalto, da iluminação pública”, disse o secretário. “Então esse é um governo municipalista, que trabalha para os municípios também”, completou.

Além do asfalto novo, o Estado também investe nas parcerias para recuperação da malha urbana das cidades. No caso do município de Cláudia, foram firmados dois convênios, um para asfaltar a cidade e outro para recuperar as ruas já asfaltadas, em um investimento total de R$ 8 milhões.

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“Um dos convênios vai permitir que o município pavimente 100% da sua área urbana. O outro é de microrrevestimento, que vamos fazer a recuperação de metade do asfalto que é um pouco mais antigo dentro da nossa cidade, que precisa fazer uma manutenção e nós vamos fazer essa recuperação completa”, explica o prefeito de Cláudia, Altamir Kurten.

“Assim, estaremos com uma zona urbana da nossa cidade pavimentada, com qualidade, com drenagem, com rede de esgoto, rede de água, 100% pavimentada. Então, é muito importante essa parceria que estamos fazendo com o governo”, completou.

Veja a lista dos municípios que assinaram convênios para asfalto urbano

Alto Boa Vista, Apiacás, Araguaiana, Araputanga, Barra do Bugres, Campinápolis, Cláudia, Guarantã do Norte, Itiquira, Jauru, Juscimeira, Nova Maringá, Nova Santa Helena, Nova Ubiratã, Novo Horizonte do Norte, Novo São Joaquim, Porto Alegre do Norte, Porto dos Gaúchos, Reserva do Cabaçal, Ribeirãozinho, São José dos Quatro Marcos, São Pedro da Cipa e Vale de São Domingos.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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