AGRONEGÓCIO

Café mineiro conquista a China e se destaca como referência global em qualidade e sustentabilidade

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Produção cafeeira em Minas Gerais atinge excelência e conquista mercados internacionais, com destaque para o vertiginoso crescimento das exportações para a China. Em meio à celebração do Dia Mundial do Café, neste domingo (14.04), o café mineiro se consolida como referência global em qualidade e sustentabilidade, conquistando paladares e mercados internacionais.

Prova disso é o crescimento vertiginoso das exportações para a China, que nos últimos dez anos registraram um aumento de 3.960%, alcançando a cifra de quase US$ 251 milhões em 2023. Esse resultado coloca o país asiático como o sexto principal destino do café mineiro, abrindo portas para novas oportunidades e consolidando a posição de Minas Gerais como um dos maiores e mais respeitados produtores de café do mundo.

O sucesso do café mineiro no mercado internacional vai além da qualidade excepcional do produto. A sustentabilidade é um pilar fundamental para a produção cafeeira no estado, com 99% das propriedades categorizadas como áreas livres de desmatamento desde 2008, em conformidade com o Código Florestal. Essa conquista é fruto de um compromisso do governo mineiro com a preservação ambiental e com a produção responsável, assegurando a qualidade do café e a proteção do meio ambiente para as futuras gerações.

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O avanço tecnológico também é fundamental para o sucesso da cafeicultura mineira. Avaliações computacionais do parque cafeeiro, utilizando inteligência artificial para o processamento de grandes volumes de dados, garantem a precisão e a eficiência do monitoramento das plantações. Essa tecnologia contribui para a tomada de decisões assertivas pelos produtores, otimizando a produção e elevando ainda mais a qualidade do café.

O futuro do café mineiro é promissor. A demanda internacional por café de alta qualidade e sustentável está em constante crescimento, e Minas Gerais está posicionada para atender a essa demanda com excelência. O compromisso com a qualidade, a sustentabilidade e a inovação continuará a ser a base para o sucesso da cafeicultura mineira, consolidando o estado como referência global na produção de um dos cafés mais apreciados do mundo.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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