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Pré-Enem Digit@l 2024 em Várzea Grande terá mais aulas durante a semana

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A Diretoria Regional de Educação (DRE) de Várzea Grande, que está com 2.219 estudantes inscritos para o Pré-Enem Digit@l 2024, iniciou o projeto da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) com uma novidade este ano. A DRE ampliou as aulas com atividades presenciais e online de segunda-feira a sábado, além de plantão tira-dúvidas.

Os estudantes do 3º ano do Ensino Médio e do 2º ano da Educação para Jovens e Adultos (EJA) inscritos são de 45 escolas espalhados em cinco municípios que contemplam a DRE, sendo 28 delas na cidade de Várzea Grande, três em Acorizal, quatro em Jangada e cinco em Nossa Senhora do Livramento e Poconé cada.

De acordo com a diretora regional de Educação, professora Maria Denise Souza Carvalho, em 2023 foram mais de 200 estudantes do polo aprovados apenas para a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em diversos cursos. “A meta para a edição do Enem 2024 é chegarmos a 600 aprovações”, falou.

A responsável pelo Pré-Enem Digit@l da DRE, a professora técnica da Coordenadoria Pedagógica (Coped), Ana Carolina dos Santos, diz que teve o olhar sensível ao sugerir ampliar as aulas para cinco dias da semana e não apenas três, como em 2023.

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Ela contou que no ano passado as aulas aconteciam de acordo com o horário em que o professor tinha disponibilidade. Além disso, Ana percebeu que os jovens apresentaram interesse maior em aulas no período noturno.

“Atenderemos todos os dias os estudantes, com aulas online e presenciais. De segunda, quarta e sexta as aulas serão de forma online. Na terça, quinta-feira e sábado as aulas serão presenciais em uma escola polo. Isso nos mostrou que quando o estudante possui um local como referência para estudar, o aproveitamento no ensino é muito melhor”, explicou.

Para nenhum inscrito ficar sem participar das aulas, a DRE do polo Várzea Grande optou por realizar todos os aulões no período noturno, sendo online ou presencial. No formato presencial, as aulas ocorrerão na Escola Estadual Militar Tiradentes, em Várzea Grande, a partir da próxima quarta-feira (16.04). Também haverá aulões nos quatro municípios que contemplam a diretoria regional, sendo o primeiro em Poconé no dia 4 de maio.

“Decidimos realizar todos os dias as aulas por que eu, como professora, acredito no potencial dos nossos estudantes, tenho por missão proporcionar a melhor forma de aprendizado a eles. Nas lives estamos tendo respostas positivas, estamos tendo participação deles. Isso é muito gratificante. A meta esse ano é alcançar 600 aprovados”, finalizou Ana.

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Pré-Enem Digit@l MT

A Seduc deu o pontapé inicial no Pré-Enem Digit@l 2024, no dia 23 de março, no teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com a presença de mais de 400 estudantes da Rede Estadual de Ensino. Na oportunidade, foi entregue para cada estudante o kit de material de estudo com 12 livros e quatro cadernos contendo exercícios e simulados.

Este ano, em Mato Grosso, foram 17 mil estudantes inscritos do 3º ano do Ensino Médio e do 2º ano da Educação de Jovens e Adultos no curso preparatório. Durante os nove meses do Pré-Enem vão ocorrer aulões presenciais, online, aulas de Redação Nota 1000, simulados e uma aula especial intercalando as provas do Enem, que serão realizadas nos dias 3 e 10 de novembro.

O curso faz parte da Política ‘Projetos Pedagógicos Integrados’, uma das 30 políticas educacionais que compõem o Plano EducAção 10 Anos, que visa colocar a rede estadual entre as cinco redes mais bem avaliadas no país até 2032.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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