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Candidatos aprovados em concursos da Segurança cobram cronograma de nomeações

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou audiência pública na noite desta sexta-feira (15), no Plenário das Deliberações Deputado Rene Barbour, em Cuiabá, para discutir a nomeação dos candidatos aprovados nos concursos da Polícia Militar, Bombeiros Militar, Polícia Judiciária Civil e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) do Estado de Mato Grosso.

A audiência pública foi requerida pelo deputado estadual Elizeu Nascimento (PL), que defendeu a convocação dos aprovados para suprir a demanda do estado. 

“Todos sabem que o crime organizado, as facções, têm aumentado de forma alarmante no estado, enquanto há déficit de efetivo em todas as forças de segurança e isso faz com que tenha sobrecarga de trabalho dos profissionais, causando impactos na sociedade e também na saúde física e mental do profissional”, frisou Elizeu Nascimento.

O parlamentar destacou ainda a necessidade de apresentação de um cronograma de nomeação por parte do Governo do Estado.

“Já fizemos pedidos, requerimentos, reuniões. Queremos e vamos buscar um cronograma de quando e quantos serão chamados para que seja possível fazer uma programação”, concluiu.

O deputado federal Coronel Assis (União) lembrou todo o processo – do qual participou – de levantamento de informações e argumentação para realização de concurso público para as forças de segurança e se colocou à disposição dos candidatos para auxiliar no diálogo junto ao Poder Executivo.

O deputado estadual Wlad Mesquita (Republicanos) afirmou que “segurança pública não é gasto, é investimento” e apontou alguns dos avanços registrados na área em Mato Grosso, ressaltando a necessidade de aumento do efetivo.

Nos últimos anos houve investimentos em armamentos, em viaturas, em tecnologia, por parte do governo do estado, porém nada disso substitui o profissional de segurança pública. Precisamos de pessoas treinadas, qualificadas para levar segurança aos cidadãos. Queremos atender o estado de Mato Grosso e, para isso, é necessário que haja o chamamento dos aprovados e isso se faz por meio de planejamento. É preciso que seja apresentado um cronograma”, salientou.

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João Vitor Bastos Silva, aprovado no concurso de oficial do Corpo de Bombeiros, informou que há pouco menos de 100 candidatos aguardando nomeação, somando os aprovados nos concursos de oficial e cadete, enquanto há mais de 1.300 cargos vagos no estado.

“Queremos que o governador honre o compromisso assumido e chame todos os candidatos aprovados, o que trará benefícios não apenas aos aprovados, mas à sociedade como um todo”, declarou.

Representante dos aprovados no concurso da Polícia Civil, Tafnes Hadassa afirmou que, mesmo tendo alcançado a nota de corte, muitos candidatos não tiveram o direito de prestar a segunda fase. 

“Nós viemos aqui ratificar o pedido ao direito de prosseguir no concurso. O governador disse que todos os que alcançassem a nota mínima na prova, iria para a segunda fase. Foram 2.752 pessoas classificadas, de um total de 52 mil candidatos que fizeram a prova. Todos os requisitos foram cumpridos e muitos tiveram até 60% de acertos da prova objetiva. Enquanto isso, há delegacias fechadas e estão chamando servidores aposentados para retornarem ao trabalho, pagando 50% de sua remuneração”, disse.

Também marcaram presença na audiência pública candidatos classificados para os cargos de papiloscopistas e técnicos de necropsia da Politec. O prazo de validade do concurso, realizado em 2017, vence em abril deste ano, por isso os aprovados pedem celeridade nas nomeações. 

Josane Pedroso de Hungria, presidente da comissão dos aprovados no certame, informou que foram aprovados 258 candidatos para o cargo de papiloscopista e 105 para o cargo de técnico de necropsia, mas até o momento foram chamados apenas 169 candidatos no total.

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“A maioria das pessoas que foram chamadas foi apenas para reposição do efetivo. Então não necessariamente supriu os cargos vagos. O que aconteceu era que se aposentavam 10 e chamavam mais 10, porque senão o serviço parava. Então, o quantitativo que se tinha em 2017 é praticamente o mesmo que se tem hoje”, frisou João Victor Coelho da Cruz, que é natural de Brasília e aguarda nomeação.

O candidato lembrou ainda que o último concurso da Politec foi realizado há 24 anos. “Nesse período, a população e a demanda cresceram, mas a quantidade de servidores não acompanhou. Hoje, por exemplo, existe uma fila de 14 mil documentos para ser emitidos, que estão em atraso justamente por falta de efetivo. Estamos há sete anos nessa luta e precisamos da ajuda deste Parlamento para que as nomeações se concretizem”, pontuou.

O presidente da comissão dos aprovados do concurso da Polícia Militar, José Lucas de Souza, afirmou que o certame foi realizado em 2022 e que foram aprovados 1.850 candidatos para cadastro de reserva. Segundo ele, até o momento foram chamadas 513 pessoas, restando pouco mais de 1.300 na espera.

Informações expostas pelos aprovados em faixas fixadas por todo o Plenário apontam que o efetivo previsto para a Polícia Militar é de 12.495 policiais e que atualmente existe um déficit de 5.362, enquanto há apenas 1.315 candidatos aprovados.

“Esse chamamento que o governo fez não vai suprir nem a necessidade dos que já aposentaram. A partir do ano que vem tem uma turma de 98 que vai se aposentar e a situação vai ficar ainda pior. São mais de mil policiais que vão para a reserva remunerada”, ressaltou José Lucas.


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Fonte: ALMT – MT

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ALMT derruba veto que taxa APAEs, limpa pauta de vetos e recebe projeto para construção de 60 mil casas populares

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (24), uma sessão marcada pela derrubada do Veto 32/2026, aposto a Mensagem 65/2026, que concede isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (Tacin) às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de Mato Grosso, e pela limpeza da pauta de vetos do Poder Executivo. Ao todo, os deputados analisaram 36 vetos garantindo maior celeridade à tramitação das matérias.

Ao defender a derrubada do veto, o deputado Dr. João (MDB) destacou o relevante trabalho desenvolvido pelas Apaes no estado.

“As Apaes realizam um trabalho social, educacional e de reabilitação extraordinário. São 72 unidades espalhadas por Mato Grosso, acolhendo milhares de famílias e promovendo cidadania. É uma instituição que merece todo o nosso apoio”, afirmou.

Para o presidente da ALMT, deputado Max Russi, a sessão representa o compromisso do Parlamento em garantir celeridade à votação das matérias.

“Foi uma sessão extremamente produtiva. Conseguimos avançar na limpeza da pauta de vetos, o que dá mais agilidade aos trabalhos da Assembleia e permite que matérias importantes para Mato Grosso tenham a tramitação adequada. O Parlamento está cumprindo seu papel de debater, votar e deliberar temas essenciais para a população mato-grossense”, destacou Max Russi.

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Ainda durante a sessão, os deputados receberam hoje das mãos do governador Otaviano Pivetta, o projeto de lei que autoriza o governo do Estado a contratar empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal para viabilizar a construção de 60 mil moradias populares por meio do programa SER Família Habitação.

Outro veto amplamente debatido pelos parlamentares foi o Veto Parcial 20/2026, relacionado à Defensoria Pública. Apesar da mobilização de deputados favoráveis à derrubada, o veto acabou sendo mantido. Esse é o Veto parcial aposto ao Projeto de Lei 1576/2025, que estima a receita e fixa a despesa de Mato Grosso para o exercício financeiro de 2026.

O deputado Wilson Santos ressaltou a importância da instituição para a população mais vulnerável.

“A Defensoria Pública atende justamente aqueles que mais precisam que é o trabalhador humilde, a pessoa em situação de vulnerabilidade social. Não podemos permitir o enfraquecimento de uma instituição tão essencial”, argumentou Wilson Santos.

Dentre os vetos mantidos pelos deputados estão os de números 114/2025, 118/2025, 2/2026, 21/2026, 22/2026, 23/2026, 24/2026, 25/2026 e 26/2026.

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Os parlamentares também aprovaram a dispensa de pauta e votaram, em primeira votação, o Projeto de Lei Complementar 45/2026, que altera as Leis Complementares nº 555/2014 e nº 720/2022 para dispor sobre a idade limite de permanência dos militares estaduais na reserva remunerada.

Fonte: ALMT – MT

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