A Polícia Militar de Mato Grosso promove em todo o Estado, nesta quinta-feira (07.03), a quarta edição da “Operação Força Total – Policiais militares à serviço do Brasil”. A ação é voltada para o trabalho preventivo e ostensivo de policiamento, com reforço de cerca de 1.500 policiais militares nas ruas.
A operação está sendo realizada em todo o território nacional, com apoio do Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG-PM). Na região metropolitana de Cuiabá, a solenidade de lançamento da operação foi realizada na Orla do Porto, em Cuiabá.
O coronel Wankley Corrêa Rodrigues, comandante do 1º Comando Regional da PMMT, sediado na Capital, explicou que a operação ocorre simultaneamente em todos os 15 Comandos Regionais, dos 142 municípios mato-grossenses.
“É uma grande operação nacional, e aqui em Mato Grosso estamos com toda a tropa unida neste esforço operacional para levar segurança mais próxima do cidadão, principalmente naqueles locais com mais incidências de criminalidade. Estaremos garantindo a segurança nas ruas, nas áreas residenciais e comerciais, fazendo abordagens, bloqueios, blitz, buscas e checagens, a modo de garantir a segurança”, destacou.
Além disso, a operação se volta para a atuação das forças policiais militares com foco na detenção de suspeitos em flagrante delito, apreensões de armas e drogas e recuperação de veículos, promovendo a maior sensação de segurança da população e ordem pública.
Durante o lançamento da operação, o coronel também reforçou a importância de se denunciar os crimes.
“A participação da população é bem-vinda e muito importante, podendo fazer sua denúncia pelo 190 e pelos nossos canais de disque-denúncia, para que juntos possamos fazer uma operação produtiva, voltada para a defesa e segurança de todos os cidadãos de bem. Ressaltamos que a PM estará nas ruas e trabalharemos firmes para coibir todas as atividades criminosas”, finalizou.
Para a operação, foram mobilizados os batalhões especializados, como Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Regimento de Policiamento Montado (Cavalaria), Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Batalhão de Proteção Ambiental (BPMPA), além das unidades da Força Tática e da Companhia de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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