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Primeira-dama de MT visita comunidade e entrega alimentos no bairro Pedra 90 em Cuiabá

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A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, esteve nesta terça-feira (06.02) na comunidade Sampaio, no bairro Pedra 90, em Cuiabá, para entregar cestas com alimentos às famílias vulneráveis da localidade.

Foram entregues pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e Unidade de Ações Sociais e Atenção à Família (Unaf) 2.003 itens de alimentos arrecadados durante o Natal Abençoado e 200 caixas de bombons para as crianças. As doações serão utilizadas nos sopões oferecidos pela Associação Alfa Guerreiras da Fé, que é coordenado pela missionária e fundadora Adriana Sousa.

Virginia esteve na comunidade a convite de Adriana, que há 20 anos realiza o trabalho de distribuição de sopa a cerca de 200 famílias. Adultos e crianças participaram do tradicional sopão, preparado com a ajuda de voluntários, na residência da missionária Rosângela Rodrigues, que cedeu o espaço.

“Que trabalho lindo! A missionária Adriana e todas as pessoas envolvidas na Associação Alfa Guerreiras estão de parabéns. Eu não poderia deixar de vir aqui. Recebi a mensagem da Adriana no domingo e eu não estava muito bem, estava um pouco fraca devido a uma virose. Mas quando ouvi o áudio da missionária, me encheu de forças e não teve como deixar de vir”, disse Virginia Mendes.

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Ela também falou da alegria de visitar a comunidade. “É muito bom estar aqui, conhecer cada um de vocês junto com a secretária Grasielle e a equipe da Setasc, toda a minha equipe da Unaf, Defesa Civil, Polícia Militar e todos que trabalham conosco, que fazem esse trabalho em parceria com a Associação, porque ninguém faz nada sozinho”, completou a primeira-dama.

A titular da Setasc lembrou que a associação é atendida pelo programa SER Família Solidário. “Estamos cumprindo a missão que a senhora nos deu de atender as pessoas que mais precisam com esse programa, que foi idealizado por você, primeira-dama, e, somente no ano passado, foram entregues 1.800 cestas à Associação”, disse.

A missionária agradeceu a presença e ajuda de Virginia. “Uma mulher que não conhece a situação, mas entende e quer ajudar. Porque é ela que pode fazer mais, eu sozinha não aguento, eu sozinha não posso. Comecei a orar, porque a fé é o firme fundamento das coisas que não se veem. E dona Virginia Mendes veio para conhecer todo este povo”.

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Valquíria Maria, moradora da comunidade Sampaio, falou da emoção de receber a visita da primeira-dama do Estado. “Nós somos uma comunidade muito carente e a visita da primeira-dama Virginia Mendes é muito importante para nós. Sempre acompanho o trabalho da senhora e do governador, é maravilhoso”.

A venezuelana Marielbes Sanches conta que está em Mato Grosso há quase dois anos e que seu filho foi contemplado com o cartão SER Família Criança. “Consegui o cartão SER Família para o meu filho, que está perto de fazer dois aninhos. Gosto muito do trabalho da primeira-dama Virginia Mendes, somos cuidados por ela”.

Fonte: Governo MT – MT

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Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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