AGRONEGÓCIO
Mercado agrícola inicia 2024 com otimismo, apesar dos desafios climáticos
Publicado em
5 de janeiro de 2024por
Da RedaçãoO Brasil, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, lidera as exportações globais de soja, milho, açúcar, café, suco de laranja e carnes bovina e de frango. Esses produtos não apenas são fundamentais para as economias regionais, mas também contribuem para um saldo positivo na balança comercial brasileira.
Tudo leva o mercado a iniciar 2024 com otimismo, apesar dos desafios que vieram com as incertezas climáticas, a busca crescente por práticas sustentáveis, inovação e diversificação.
Após um período de picos de preços, os valores dos insumos agrícolas começaram a declinar no segundo semestre de 2023. Isso impactou positivamente o custo de produção na safra anterior e prevê-se que se mantenha em níveis mais acessíveis no futuro próximo. Os preços mais baixos dos insumos podem impactar as margens de produção da soja e do milho.
Insumos mais acessíveis estão gerando uma maior pressão sobre os preços da soja e do milho, enquanto beneficiam o setor de proteínas. O relatório “Perspectivas para o agronegócio brasileiro – 2024”, lançado recentemente pela equipe de analistas do Rabobank Brasil – banco de atuação global especializado em soluções financeiras e estratégicas para o agronegócio -, destaca essas tendências. Há previsões positivas para produtores de açúcar, café e laranja, mas o ano vindouro exigirá cautela e uma gestão financeira cuidadosa no campo, especialmente diante de incertezas climáticas causadas pelo El Niño e desafios logísticos persistentes.
INSUMOS – Após os picos de preços decorrentes das repercussões negativas da pandemia nos agroquímicos e da situação na Ucrânia afetando os fertilizantes, os valores praticados no mercado brasileiro começaram a declinar no segundo semestre do ano anterior. Isso resultou em uma redução nos custos de produção na agricultura durante a safra 2022/23, e espera-se que se estabilizem em níveis mais baixos no próximo período.
De acordo com o analista Bruno Fonseca, os custos de adubação das lavouras de grãos caíram em média 36% nesta safra 2023/24, enquanto as entregas desses insumos pelas indústrias aos clientes finais estão se recuperando em comparação ao ano passado. A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) registrou um aumento de 10,4% no volume entregue, atingindo 28,6 milhões de toneladas de janeiro a agosto, em comparação com o mesmo período de 2022.
As projeções do Rabobank indicam que, no ano de 2023 como um todo, as entregas devem chegar a 43,9 milhões de toneladas, ante 41,1 milhões no ano anterior, com tendência de subir para cerca de 45 milhões em 2024. No entanto, Fonseca observa que, embora os agroquímicos também apresentem queda nos preços, as margens de produção de soja e milho podem ficar mais estreitas, já que os valores desses grãos também estão em declínio.
GRÃOS – O setor da soja, principal destaque do agronegócio brasileiro, enfrentou uma safra recorde em 2023, levando a uma queda nos preços. Isso causou turbulência na comercialização, ampliando os gargalos logísticos e prejudicando a venda do milho safrinha, além de gerar competição por espaço nos armazéns e nos portos, incluindo com o açúcar.
Segundo a analista Marcela Marini, com uma boa colheita nos EUA e a expectativa de outra safra recorde no Brasil, espera-se que a oferta global atinja 400 milhões de toneladas na temporada 2023/24, o que pressiona os preços, dada uma demanda relativamente estável.
Para a indústria processadora, a elevação da mistura obrigatória do biodiesel no diesel vendido no país é uma boa notícia. Em abril, essa mistura subiu de 10% para 12%, com previsão de aumento para 13% no início do próximo ano.
No caso do milho, o foco no Brasil está na safrinha, cujo plantio pode ser adiado em algumas regiões produtoras se a colheita da soja se prolongar, devido ao atraso no plantio devido a condições climáticas desfavoráveis. Os baixos preços, menos rentáveis do que os da soja, também desmotivaram os produtores.
O Rabobank estima que a produção total de milho (primeira e segunda safras) chegará a 127 milhões de toneladas em 2023/24, uma redução de 5% em relação a 2022/23. A demanda aumentará para ração e etanol, o que pode sustentar os preços domésticos em relação às cotações internacionais, mesmo com a oferta global confortável e reconstrução de estoques nos EUA.
PROTEÍNAS – As cadeias de carnes bovina, suína e de frango podem encontrar crescimento em 2024 com a recuperação da demanda chinesa, segundo o analista Wagner Yanaguizawa. A desaceleração da queda observada em 2023 traz sinais promissores para o próximo ano, principalmente no setor de alimentação fora do lar. A China é o principal destino das exportações brasileiras de proteínas animais.
No mercado de carne bovina, as chuvas do El Niño podem beneficiar os produtores, permitindo que os animais permaneçam mais tempo no pasto e aumentando seu poder de negociação com os frigoríficos. Ao mesmo tempo, a limitação da oferta nos EUA abre espaço para mais exportações dos frigoríficos brasileiros, embora a Austrália surja como um concorrente com maior oferta disponível.
No segmento de aves e suínos, a queda nos preços dos grãos nos últimos meses reduziu os custos, impulsionando as exportações em 2023, enquanto o mercado interno apresenta sinais de recuperação. No entanto, na área de aves, a questão sanitária é crucial. O Brasil, sem registro de casos de gripe aviária em granjas comerciais, ganhou terreno no mercado internacional em comparação com países afetados. Portanto, a orientação é manter a vigilância e investir em prevenção.
AÇÚCAR, CAFÉ E LARANJA – No setor sucroalcooleiro, o açúcar continua sendo o destaque. As cotações da commodity estão altas, principalmente devido à redução das exportações da Índia e Tailândia. Para a safra 2023/24, as usinas brasileiras estão maximizando a produção de açúcar com o máximo possível de caldo de cana.
O analista Andy Duff prevê poucas mudanças nesse cenário. No entanto, problemas logísticos, competição com grãos e condições climáticas como chuvas podem aumentar os custos. O etanol, por sua vez, pode ser afetado pelos efeitos das disputas no Hemisfério Norte nos preços do petróleo, já que em 2023 a rentabilidade do biocombustível para as usinas brasileiras foi inferior à do açúcar.
Para os produtores de café, embora a oferta esteja aumentando no Brasil e na Colômbia, o relatório do Rabobank indica uma possível ampliação da demanda. Os preços estão em queda tanto no mercado internacional quanto no nacional este ano, mas as exportações brasileiras devem crescer nos próximos meses.
O analista Guilherme Morya também aponta para o El Niño, que pode causar problemas para as plantações de café robusta no Brasil e em outras regiões, mas pode fornecer algum suporte adicional aos preços. Especificamente no Brasil, a preocupação com a logística persiste, com escassez de caminhões e contêineres.
Quanto ao suco de laranja, as perspectivas são positivas para os preços internacionais, já que estão em níveis recordes devido à redução na oferta da Flórida e ao declínio nos estoques do produto brasileiro. Embora a demanda global tenha se estabilizado após o período crítico da pandemia, não há previsão de queda nos preços, tanto nos EUA quanto na Europa, de acordo com o analista Andrés Padilla.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Desenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar
Published
14 horas agoon
6 de junho de 2026By
Da Redação
Produtores rurais têm até o próximo dia 20 de dezembro para regularizar débitos do Pronaf e fundos constitucionais sob as regras do Desenrola Rural. Com o semestre final se aproximando, especialistas alertam que a demora na busca pela agência bancária pode significar a perda de condições especiais de parcelamento e descontos de até 96%.
A medida, que visa dar fôlego financeiro aos produtores em um cenário de custos elevados e impacto climático na safra, é uma tentativa de estancar a inadimplência no setor, que já ultrapassa a marca de 8%, segundo dados da Serasa Experian. O programa foca na regularização de débitos de pequenos produtores, permitindo descontos que chegam a 96% sobre encargos e prazos de até 10 anos para o pagamento.
O benefício não é universal. A regra vale exclusivamente para contratos de crédito rural firmados entre 2012 e 2022, especificamente nas operações do Pronaf e nos financiamentos via Fundos Constitucionais (FCO, FNO e FNE). O enquadramento ignora o tamanho da propriedade, focando estritamente na natureza da dívida. Ao formalizar a adesão, o produtor tem o nome retirado dos cadastros de restrição ao crédito, o que devolve a capacidade de tomar novos financiamentos para a safra — peça-chave para a sobrevivência da atividade agrícola.
O principal gargalo para o sucesso do programa está na ponta do atendimento bancário. Especialistas em Direito Agrário alertam que instituições financeiras costumam ignorar a política pública para oferecer “pacotes internos” de renegociação, que frequentemente carecem das vantagens garantidas pelo programa federal.
A recomendação para o produtor ir à agência bancaria munido dos contratos e exigir, expressamente, a aplicação das regras do Desenrola Rural. Aceitar soluções genéricas oferecidas pelo banco sem comparar com as condições federais é um erro que pode custar a rentabilidade da propriedade e o acesso ao crédito no longo prazo.
O Desenrola Rural, contudo, ignora o médio e o grande produtor, que também sofrem com a crise de rentabilidade do setor. Sem uma política pública universal, esse perfil de produtor depende da aplicação rigorosa do Manual de Crédito Rural (MCR) para a reestruturação de suas dívidas. Na prática, a falta de flexibilidade voluntária dos bancos tem forçado esses produtores a buscar o Poder Judiciário para garantir o direito de repactuar débitos sem colocar em risco a viabilidade do negócio.
Guia prático
Para garantir o direito à renegociação sob as regras do Desenrola Rural e evitar as armadilhas dos “pacotes genéricos” dos bancos, a preparação documental é o passo mais estratégico. O produtor deve encarar a ida à agência não como um pedido de favor, mas como uma formalização de direito garantido pelo programa federal.
Antes de comparecer à agência, o produtor deve organizar um dossiê completo. A falta de um único documento pode ser usada como justificativa pelo gerente para negar o enquadramento ou direcionar o cliente para outras linhas de crédito com juros mais altos.
Documentação essencial
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Identificação Pessoal: RG e CPF (ou CNH) atualizados do titular do crédito.
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Comprovação da Propriedade: Matrícula atualizada do imóvel rural, além do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e a última declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). Esses documentos atestam a regularidade da área e são fundamentais para o histórico de crédito junto à instituição.
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Cédula de Crédito Rural ou Contrato: Este é o documento central. É ele que prova a origem da dívida (se Pronaf ou Fundos Constitucionais como FCO, FNO ou FNE) e o período de contratação (entre 2012 e 2022). Caso o documento original tenha sido extraviado, o produtor deve solicitar formalmente uma cópia autenticada ou declaração detalhada à própria agência antes da data da renegociação.
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Extrato atualizado da dívida: Levar o demonstrativo do débito facilita a identificação imediata da operação na tela do gerente e evita divergências de valores na simulação do acordo.
Postura no atendimento
O advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário, reforça que a documentação serve como escudo contra ofertas pouco vantajosas.
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Exija o enquadramento: Ao apresentar os documentos, o produtor deve solicitar expressamente a aplicação das condições do Desenrola Rural. Se o gerente informar que “o sistema não libera”, o produtor deve pedir uma justificativa por escrito ou o número de protocolo do atendimento.
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Não assine sem conferir: É comum que instituições ofereçam renegociações internas, que raramente trazem os descontos de até 96% previstos pelo programa federal. O produtor deve recusar qualquer proposta comercial que não apresente as condições estabelecidas pela norma do governo.
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Formalize a recusa: Caso a agência insista em ignorar o programa, o produtor tem o direito de registrar uma reclamação no Banco Central, munido do protocolo de atendimento negado.
A organização prévia destes documentos é o que define se a renegociação será uma solução eficiente para o fluxo de caixa da propriedade ou apenas uma postergação de um problema financeiro. O prazo final para essa regularização é 20 de dezembro de 2026.
Fonte: Pensar Agro
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