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PMMT tem 100% das armas substituídas por equipamentos de ponta em 2023

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A Polícia Militar de Mato Grosso recebeu R$ 118 milhões em investimentos do Governo do Estado, em 2023, e uma das principais ações foi a troca de 100% das armas de fogo utilizadas pelos policiais. O volume histórico de recursos, no ano em que a instituição completou 188 anos, transformou a realidade dos agentes que passaram a contar com uma arma de fogo em cautela permanente, além da atuação com equipamentos modernos para melhor prestação de serviço e repressão à criminalidade.

Atualmente, a PM conta com mais de 7 mil policiais, incluindo os alunos em formação de soldados e oficiais, e cada um deles recebeu uma pistola Glock de calibre .9mm. As armas de fabricação austríaca são as mais modernas e seguras do mercado. Foram adquiridas com um investimento total de R$ 13 milhões do Governo do Estado.

O governador Mauro Mendes destacou na entrega que, a partir deste ano, a Polícia Militar abandonou de vez a realidade de ter que atuar com armas defasadas, acauteladas a cada plantão policial, deixando os policiais sem segurança. “Antigamente recebíamos pistolas doadas e hoje temos aquisições próprias, e podemos dizer que as forças de segurança de Mato Grosso são as mais equipadas do Brasil”, disse.

Além das pistolas Glock, o Governo do Estado realizou mais entregas à PMMT, somando com os mais de R$ 250 milhões aplicados entre os anos de 2019 e 2022. Logo nos primeiros dias do ano, 35 automóveis e 127 motocicletas foram entregues, além de equipamentos de proteção individuais, artefatos e munições não letais.

Também foram entregues 350 fuzis de calibre 300 BLK e espingardas gauge de calibre 12, direcionados às companhias de Força Tática dos 15 Comandos Regionais da PMMT, com foco na Patrulha Rural. Todos os materiais, veículos e armamentos contaram com investimento de R$ 18 milhões.

Ainda entre novos armamentos adquiridos e entregues pelo Governo do Estado estão 45 fuzis da marca Sig Sauer, voltados para tiros de precisão, distribuídos ao Batalhão de Operações Especiais e Forças Táticas do interior do Estado, a partir de investimento de R$ 1,2 milhão.

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Para a utilização correta das armas, os policiais participaram do curso de Atirador Designado.

A modernização de equipamentos também ocorreu com a aquisição de 662 armas de eletrochoque e incapacitação neuromuscular, da fabricante estadunidense Axon, na qual houve investimento de R$ 6,7 milhões. Os armamentos trazem mais segurança para abordagens em situações de conflito e estão sendo distribuídos por todos os comandos regionais do Estado.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, classificou como histórico o montante de entregas de armas e equipamentos modernos para toda a tropa da PMMT.

“Nunca foram vistas tantas entregas para a Polícia Militar e isso mostra a importância da instituição, que está se modernizando e dando uma resposta rápida e eficiente para o combate da criminalidade e proteção de todos os cidadãos de bem da sociedade mato-grossense. A realidade agora é outra, sabemos que somos umas das polícias mais bem equipadas e preparadas do país e que a população pode contar conosco em todos os momentos”, destacou.

Infraestrutura

Em março deste ano, o Governo do Estado entregou a nova sede do 13º Batalhão de PM, situado em Lucas do Rio Verde. Com investimento de R$ 2,9 milhões, o 13º BPM passou a ter sede própria com 784 metros quadrados construídos em uma área total de 9 mil metros quadrados.

O comandante do Batalhão, tenente-coronel Paulo Jailson Secchi, comemorou o investimento e ressaltou a combinação de uma sede nova com infraestrutura adequada e os novos armamentos e equipamentos recebidos, para a proteção dos moradores da cidade.

“Esse novo batalhão proporciona aos nossos policiais um ambiente de trabalho mais digno para prestar um melhor serviço de melhor qualidade a sociedade, isso somados aos nossos novos armamentos, pistolas Glock, espingardas, equipamentos de proteção individual e demais equipamentos para dignificar o nosso do dia a dia”, afirmou.

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Na região de Vila Rica (1.320 km de Cuiabá), o Governo de Mato Grosso também está investindo em infraestrutura com a construção da nova sede do 23º Batalhão e 10º Comando Regional, sediados no município. O novo prédio em construção pelo valor de R$ 4,1 milhões tem estrutura moderna e adequada para o trabalho do CR, que abrange 11 municípios mato-grossenses, na divisa com os estados do Pará e Tocantins.

“Depois que o governador Mauro Mendes assumiu o Governo, toda a estrutura da região, não somente aqui da PM, foi bastante melhorada com infraestrutura e isso reflete na melhoria da prestação de serviço da PM para a sociedade. Um policial mais bem preparado e com equipamentos próprios transforma a instituição em uma prestadora de serviços mais adequada e que já tem causado a diminuição dos índices de criminalidade”, disse o tenente-coronel Noelson Carlos Silva Dias.

Além das entregas de sedes, o governador Mauro Mendes assinou ordens de serviço para a construção de novas sedes da Polícia Militar no interior do Estado. Em Sinop, está sendo reformado e ampliado o 3º Comando Regional, com investimento de R$ 5,8 milhões, e construída a sede do Batalhão Ambiental da cidade, pelo valor de R$ 1,1 milhão.

Ainda em 2023, foram iniciadas obras do Batalhão de São José do Rio Claro, no valor de R$ 4,4 milhões; da nova sede do 11º Comando Regional, em Primavera do Leste, por R$ 4,4 milhões. Já na Capital, estão em obras a reforma do 1º Batalhão de PM por R$ 2,1 milhões, e a construção da nova sede da Força Tática do 1º Comando Regional, também em Cuiabá, com investimento de R$ 7,5 milhões.
Fachada da nova sede da Força Tática do 1º Comando Regional, em Cuiabá – Crédito: CCSMI/PMMT

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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