AGRONEGÓCIO

Agronegócio discute a redução de 1% da umidade da soja, em Brasília, dia 13

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) pretende revisar a Instrução Normativa nº 11 de 2007, que trata da umidade dos grãos de soja, atualmente fixada em 14%, propondo uma redução para 13%.

Segundo os produtores, essa redução de 1% pode resultar em prejuízos adicionais para os produtores, com a necessidade de maior investimento em tecnologia e infraestrutura para a secagem dos grãos etc, afetando diretamente seus ganhos financeiros.

Além disso, a qualidade dos grãos poderia ser impactada, levando a uma diminuição na competitividade da produção brasileira no mercado internacional, que já enfrenta obstáculos relacionados à logística, armazenagem, tributação e acesso ao crédito.

Para discutir a questão o deputado Federal Sérgio Souza, convocou uma audiência pública para debater esse tema, agendada para o dia 13 de dezembro, às 10h, na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR).

Sérgio Souza destaca que essa alteração pode ter impactos significativos para os produtores. “A mudança de 1% na umidade pode acarretar uma perda de peso de 1,15% para os grãos de soja. Isso significa que a cada 100 kg de soja, o produtor perderia 1,15 kg do peso total, representando um prejuízo considerável para os trabalhadores do campo”, enfatizou.

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Diante desses possíveis efeitos, a audiência pública proposta pelo deputado Sérgio Souza visa a promover um diálogo amplo entre representantes do setor, entidades ligadas à agricultura e autoridades governamentais, buscando encontrar um equilíbrio que preserve os interesses dos produtores e a competitividade do agronegócio brasileiro.

Para debater foram convidadas autoridades representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária, da Associação Brasileira dos Produtores de soja (APROSOJA), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) e representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE).

A audiência será dia 13 de dezembro, a partir de 10 horas, na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), na Câmara dos Deputado, em Brasília.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Programa que reduziu roubos no campo enfrenta gargalo de comunicação

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Responsável por um dos programas de policiamento rural mais abrangentes do País, o Paraná enfrenta um gargalo tecnológico que ameaça limitar os resultados obtidos nos últimos anos. Apesar da redução de 34,6% nos roubos em propriedades rurais desde 2022, as viaturas da Patrulha Rural da Polícia Militar ainda operam sem conexão via satélite em grande parte das áreas mais remotas do Estado, dificultando a comunicação em regiões sem cobertura de telefonia ou internet.

O problema afeta um programa que reúne 37.362 propriedades cadastradas e mais de 24,6 mil propriedades certificadas. Em 2025, testes realizados pelo próprio governo estadual em Londrina e Tamarana demonstraram a viabilidade do uso de internet via satélite nas viaturas, permitindo comunicação estável mesmo durante os deslocamentos por estradas rurais. Mais de um ano depois, porém, a tecnologia ainda não foi incorporada ao sistema.

A demora levou a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) a cobrar prioridade para a implantação do serviço nas equipes que atuam no campo. A entidade argumenta que a falta de conectividade compromete a capacidade de resposta da polícia justamente nas regiões mais afastadas dos centros urbanos.

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“O trabalho da Patrulha Rural é fundamental para a segurança no campo, mas ainda existe um problema que precisa ser resolvido. Em muitas regiões, o produtor não consegue contato com a polícia em situações de emergência porque não há sinal de telefonia ou internet. A tecnologia é indispensável para reduzir essa distância”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, os testes realizados em 2025 apresentaram resultados considerados positivos e o relatório técnico foi encaminhado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Em nota, a pasta informou que a Polícia Militar realiza levantamentos para equipar as viaturas da Patrulha Rural, Polícia Ambiental, Batalhão de Fronteira e Polícia Rodoviária, entre outras unidades.

Para Meneguette, os investimentos em conectividade deveriam priorizar o meio rural, onde as limitações de comunicação são maiores.

“Pela própria dimensão territorial, é impossível manter equipes em todos os locais com rapidez. Por isso, a comunicação é uma ferramenta estratégica. O Paraná construiu um modelo de segurança rural que se tornou referência para outros Estados, mas é preciso avançar em tecnologia para garantir que esse sistema continue eficiente”, diz.

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A discussão ocorre em um momento em que a criminalidade no campo exige respostas cada vez mais rápidas e em que Estados produtores buscam ampliar o uso de tecnologias de monitoramento e comunicação nas áreas rurais. Especialistas em segurança pública avaliam que a conectividade tende a se tornar um dos principais pilares do policiamento rural nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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