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Governo entrega títulos definitivos para 160 famílias do 1º de Março: “É um presente que esperei por 34 anos”, afirma moradora

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O Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) entregou títulos definitivos registrados em cartório para 160 famílias que residem no bairro 1º de Março, em Cuiabá. A entrega aconteceu na noite desta sexta-feira (24.11), na Igreja Católica São José.

“Vocês estão sendo gratificados com essa escritura definitiva, dando a dignidade, a segurança jurídica para todas as famílias que receberem esse documento. Nós vivíamos uma realidade até pouco tempo muito difícil aqui em Mato Grosso. Nós tínhamos uma dificuldade para poder praticar uma ação dessa por falta de recursos e hoje o Estado de Mato Grosso está com as finanças todas equilibradas, graças ao trabalho do governador Mauro Mendes e toda a sua equipe, que está comprometida com toda a sociedade mato-grossense. Tenham certeza de que nós não mediremos esforços para trazer essa satisfação para cada um de vocês”, disse o presidente do Intermat, Francisco Serafim.

Moradora do bairro há mais de 34 anos, Valquiria Moreira foi uma das pessoas contempladas.

“A sensação de estar pegando o meu título é muito boa, graças a Deus agora é um sonho realizado, a minha casa própria. São mais de 30 anos que eu estou esperando por isso e agora está finalizado. Só tenho a agradecer ao Governo de Mato Grosso pelo meu documento”, afirmou.

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O valor para tirar uma escritura custa entre R$ 8 e R$ 10 mil e o Governo de Mato Grosso entrega títulos já registrados em cartório sem custo para o beneficiário. Os moradores possuem agora a propriedade do imóvel, e não apenas a posse, e passam a ter direitos de venda, acesso a financiamentos e de herança.

Presente na entrega, o deputado estadual Carlos Avallone destacou a importância para os moradores de terem a escritura do imóvel em mãos.

“A segurança que isso dá para a sua família, a felicidade que a gente tem por poder dizer: essa casa é minha. Eu tenho aqui a escritura dela. Essa é uma ação muito importante do Governo de Mato Grosso, parabenizo o Estado por proporcionar essa alegria a vocês”.

Outra moradora beneficiada com a entrega, a presidente do bairro, Regina, reforçou que os títulos são entregues de forma gratuita para todos.

“Nós estamos aqui recebendo um presente. Uma espera de mais de 33 anos, que é o nosso título definitivo registrado em cartório. Quem não recebeu ainda pode procurar o Intermat que consegue encaminhar o seu pedido de escritura. Meu coração está muito grato porque a gente vê moradores perguntando se é verdade e se não precisa pagar nada. É verdade sim, os moradores estão pegando a sua escritura registrada gratuitamente, você é dono do seu espaço e você pode vender, vai valorizar a sua casa, são muitas coisas que agora você pode fazer sendo dono do seu imóvel”, comemorou.

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Esta foi a terceira entrega de títulos realizada no 1º de Março. Desde o início da atual gestão, foram entregues mais de 880 documentos no bairro. Os moradores que não puderam comparecer na solenidade para receber o documento, poderão se dirigir ao Intermat de segunda a sexta, das 8h às 12h e 13h às 16h, para retirar o título de regularização.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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