Dois equipamentos de construção civil avaliados em aproximadamente R$ 11 mil, foram recuperados pela Polícia Civil, no sábado (18.11), durante ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande.
Um homem de 30 anos, que estava na posse e tentava vender os dois marteletes através da rede social, foi autuado em flagrante pelo crime de receptação.
A vítima procurou a Derf de Várzea Grande para registrar a ocorrência, informando que é proprietário de uma empresa de ferramentas situada no centro de Várzea Grande, e atua no ramo de locação de equipamentos para construção civil.
O comunicante relatou que havia caído um golpe após alugar dois marteletes de alto valor. Ele informou que inicialmente foi procurado por um homem, interessado na locação de um martelete para ser entregue em uma obra no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá.
Após acordo das partes, a vítima realizou a entrega do equipamento no endereço combinado. Logo em seguida, outro indivíduo entrou em contato dizendo que também precisava alugar um martelete, bem como foi acertado o valor da locação e o local de entrega.
Passado o horário da devolução dos dois equipamentos, os quais não foram entregues de volta, o proprietário foi até a obra e verificou que não havia ninguém no local e nem os equipamentos.
Em seguida, a vítima viu através da rede social, um anúncio de venda de dois marteletes pelo valor de R$ 2,8 mil, bem como pelo perfil do anunciante descobriu que era o mesmo indivíduo que havia locado um dos marteletes.
Diante dos fatos, os policiais civis acompanhados da vítima foram até o suposto vendedor, e ao constatar que se tratava dos referidos marteletes, efetuaram a prisão em flagrante do suspeito.
O homem de 30 anos foi conduzido até a Derf de Várzea Grande, interrogado e autuado pelo crime de receptação. Após a confecção dos autos, o preso foi colocado à disposição da Justiça.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15.10), a Operação Fantasma, para cumprimento de ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura uma série de furtos de cargas de soja em grãos em uma fazenda, no município de Sapezal, a 480 quilômetros de Cuiabá.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Tangará da Serra, com base nas investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
Ao todo, são cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão, além de medidas para apreensão de cinco conjuntos veiculares, entre caminhões-tratores, reboques e semirreboques. As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Sapezal, Rondonópolis e Sinop.
Investigação
As investigações da GCCO/Draco identificaram dez episódios de carregamento irregular de soja, ocorridos entre janeiro e agosto de 2026. Segundo as investigações, os crimes envolviam a utilização de veículos e motorista em esquema estruturado, com indícios de participação de funcionários e terceiros.
Conforme os elementos reunidos no inquérito, veículos entravam na propriedade, eram carregados com os grãos e deixavam a fazenda sem cumprir os procedimentos habituais de controle, pesagem, documentação e liberação da carga.
A apuração apontou indícios de uma atuação coordenada entre pessoas que desempenhavam diferentes funções, tanto no interior da unidade rural quanto no transporte externo da mercadoria. A dinâmica investigada envolvia etapas como o controle de acesso à propriedade, a classificação e pesagem dos grãos, o carregamento e a saída dos veículos.
Durante as investigações, os policiais realizaram a análise de imagens do sistema de videomonitoramento, registros de áudio da guarita, leituras automatizadas de placas, controles de entrada e saída, jornadas de trabalho e outros documentos operacionais. O cruzamento das informações permitiu identificar a repetição do mesmo padrão em diferentes ocasiões, além da utilização recorrente de determinados veículos nos episódios investigados.
Apreensão em Rondonópolis
Um dos furtos praticados pelo grupo criminoso, ocorrido no dia 14 de agosto deste ano, após a saída de um conjunto veicular da fazenda, foi possível acompanhar o transporte da carga até Rondonópolis, onde a soja foi localizada e apreendida.
A carga foi posteriormente restituída à empresa vítima e a ação contribuiu para o aprofundamento das investigações e para a identificação de pessoas suspeitas de envolvimento no transporte da mercadoria.
Os levantamentos também apontaram possíveis comunicações relacionadas ao agendamento dos caminhões, à autorização de entrada, ao carregamento e à saída dos veículos, além de referências a valores, pagamentos e à possível tentativa de apagar conversas.
Ordens judiciais
As medidas judiciais buscam aprofundar a coleta de provas e preservar elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. As buscas têm o objetivo de apreender aparelhos celulares, computadores, documentos, registros de transporte e outros materiais relacionados aos carregamentos investigados.
A investigação continua em andamento, com o objetivo de esclarecer a participação individual dos suspeitos, identificar a destinação das cargas subtraídas e verificar a possível participação de outras pessoas na dinâmica criminosa.
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