Sorriso

Apicultores de Sorriso aprendem técnicas de produção de abelhas rainhas

Publicado em

Iniciativa faz parte de uma parceria firmada entre o Clube Amigos da Terra e a Prefeitura de Sorriso

Vinte e três apicultores sorrisenses, integrantes do programa VitaMel, concluíram nesta quarta-feira (15) o curso avançado de produção de abelhas rainhas. Esse foi o terceiro de um ciclo de três cursos ofertados com a finalidade de fomentar a cadeia produtiva no Município.

A iniciativa faz parte de uma parceria firmada entre o Clube Amigos da Terra (CAT) e a Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar (Semasa).

“Nesta primeira etapa eles [apicultores] tiveram contato com as noções básicas sobre a estrutura organizacional das colmeias, construção de colmeias e uso de equipamentos de proteção individual (EPI). Em seguida abordamos alguns aspectos relacionados a vulnerabilidade e a seleção de colmeias para formação de enxames de excelência. Por fim, estamos trazendo o curso de produção de abelhas rainhas que consiste na separação genética e técnicas para proceder a divisão dos insetos polinizadores”, explica Niki Nelson, coordenador do programa VitaMel.

“A melhoria genética vem sendo usada há décadas no Brasil. No entanto, o acesso a essa tecnologia ainda era algo muito distante do pequeno produtor de mel”, afirma o instrutor e técnico zootecnista, Rodrigo Américo Ferreira Lima, ao avaliar que a região de Sorriso “é muito favorável a criação de abelhas de diferentes espécies”.

Leia Também:  Prefeitura apresenta avaliação das metas fiscais do 3º quadrimestre de 2025

Para ele, o clima e a altitude conciliados com as ações de preservação ambiental, assim como os incentivos governamentais, contribuem com o fortalecimento do setor. Por outro lado, é necessário continuar investindo em melhoramento genético para equiparar a produção.

“Ainda existe uma certa discrepância. Enquanto alguns apicultores colhem a média de 50 quilos de mel por caixa, outros não alcançam sequer a marca de 15 quilos. Precisamos uniformizar essa média, oportunizando que os apicultores obtenham o máximo de produtividade e, com isso, uma melhor margem de lucro”, complementa Lima.

“Até há pouco tempo a criação de abelhas em Sorriso era algo artesanal. A implantação do programa VitaMel mudou esse cenário. O que antes era apenas um hobby, se tornou uma fonte de renda para dezenas de pequenos produtores, em especial aqueles que estão inseridos na agricultura familiar”, reitera o secretário-adjunto da pasta, Enivaldo Golmini.

Sobre o programa

Atualmente o programa VitaMel atende cerca de 53 apicultores distribuídos ao longo do Assentamento Jonas Pinheiro, Cinturão Verde, Projeto Casulo, distrito de Boa Esperança e, em outras propriedades privadas do Município.

Leia Também:  96% da produção de grãos é transportada por caminhões. Foram mais de 10 milhões de viagens na safra passada

A estimava para 2024 é de que os apicultores de Sorriso produzam em torno de 40 toneladas de mel.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

Advertisement

Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

Published

on

Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Leia Também:  Prefeitura e Grupo FASIPE discutem fortalecimento da educação superior em Sorriso

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Leia Também:  Planejamento das obras da Semsep entraram em pauta nesta quarta-feira (4)

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA