Ministério Público MT

MP aciona Município para que realize novo concurso público em 120 dias

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Mirassol D’Oeste (a 300km de Cuiabá) ajuizou Ação Civil Pública contra o Município, requerendo, em caráter liminar, que realize e conclua novo e efetivo concurso público para o preenchimento das vagas necessárias em seu lotacionograma, no prazo de 120 dias. O Ministério Púbico pediu também que o Município substitua todos os atuais nomeados e empossados no concurso público nº 001/2020, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil por dia de atraso ao gestor municipal e de responsabilidade por crime de desobediência e por ato de improbidade administrativa.

Requereu ainda que o Município se abstenha de nomear e empossar outros candidatos do concurso público de 2020, bem como de contratar a empresa Método Soluções Educacionais ou outra empresa sucessora. Por fim, no julgamento do mérito, postulou pela procedência da ACP, para que seja declarada a nulidade do concurso  e exonerados os servidores nomeados, assim como confirmados os pedidos da liminar.

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Conforme a ação, o Município de Mirassol D’oeste consumou grave e séria violação aos princípios constitucionais da Administração Pública (legalidade, impessoalidade, transparência e moralidade) ao se recusar a firmar termo de ajustamento de conduta com a Promotoria de Justiça, mesmo diante das provas coletadas. Segundo o MPMT, ficou demonstrada a comercialização de, pelo menos, 35 vagas, obrigando a instituição a ingressar com medida judicial, buscando a declaração de nulidade.

“A forma de provimento dos servidores públicos do Município de Mirassol D’oeste é manifestamente ilegal e inconstitucional, não podendo ser admitida a burla ao princípio constitucional do concurso público previsto no art. 37, inciso II da Constituição Federal, para o válido e constitucional acesso e provimento aos cargos públicos”, argumentou a promotora de Justiça Tessaline Higuchi.

Inicialmente, ao tomar ciência dos fatos, a promotora de Justiça recomendou ao prefeito, ao presidente da comissão do concurso e ao representante legal da empresa contratada a realização de nova prova com adoção de providências para que não houvesse repetição de questões. A nova prova foi aplicada, contudo, o MPMT continuou a receber denúncias de fraude até que, em junho deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Ápate para cumprimento de 84 ordens judiciais contra associação criminosa que fraudou o concurso em Mirassol.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Com apoio do Gaeco, suspeita de duplo homicídio é presa em MT

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Uma mulher de 30 anos, investigada por participação em um duplo homicídio ocorrido no município de Nova Andradina (MS), foi presa nesta quarta-feira (17) em Barra do Garças. A ação foi realizada pela Polícia Civil de Mato Grosso, em apoio à Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, e contou com o suporte do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).De acordo com a Polícia Civil, a prisão foi efetuada por investigadores da 2ª Delegacia de Barra do Garças, que auxiliaram o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garras) no cumprimento de um mandado de prisão temporária, expedido pela Vara Criminal da Comarca de Nova Andradina. A suspeita foi localizada em uma residência situada no bairro Vila União.A identificação e qualificação da investigada contaram com apoio fundamental do Gaeco de Barra do Garças, que prestou suporte às autoridades sul-mato-grossenses no levantamento de informações estratégicas. O trabalho integrado entre as forças de segurança foi determinante para a localização da suspeita no município.Além da prisão, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão no imóvel onde a mulher se encontrava. Durante a diligência, os policiais recolheram materiais que poderão contribuir com o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.Conforme apurado, a mulher é suspeita de envolvimento em um ataque a tiros registrado na madrugada do dia 7 de junho, em Nova Andradina. Na ocasião, duas pessoas, de 22 e 43 anos, morreram após serem atingidas por disparos de arma de fogo.Os detalhes sobre a participação da mulher no crime não foram divulgados, e o caso segue sob investigação da Delegacia de Nova Andradina.O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) é uma força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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