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MT Hemocentro realiza campanhas com parceiros para aumentar estoque de sangue

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O MT Hemocentro realiza, neste mês de novembro, campanhas de doação de sangue, em parceria com diversas empresas e instituições, com objetivo de salvar vidas. As ações vão intensificar as coletas para repor e manter o estoque do banco de sangue público do Estado.

A primeira campanha do mês será nesta quinta e sexta-feira (09 e 10), em parceria com a joalheria Marcio Designer (MD). A campanha MD + Vida ocorre desde 2017 e já ultrapassou o total de 2 mil doações.

Conforme explica a diretora do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela, os voluntários que doarem sangue nesses dois dias serão presenteados com uma pulseira contendo um pingente no formato de uma gota de sangue, como símbolo de gratidão ao gesto altruísta de salvar vidas. Serão entregues 300 pulseiras, sendo 150 na quinta e 150 na sexta.

Outra campanha que já virou tradição no MT Hemocentro é a Corrida Pela Vida, que neste ano está em sua 6ª edição. Ela iniciou no dia 20 de outubro e termina no dia 20 de novembro. As 1.800 pessoas que doarem sangue neste período ganham a inscrição para a corrida, além do kit com camiseta com número para participar da competição. A atividade é realizada em parceria com o Instituto Brasil Central e a empresa Chiroli Uniformes.

“A parceria da iniciativa privada tem contribuído ao longo dos anos para a manutenção do estoque de bolsas de sangue. É com esse estoque que ajudarmos a salvar vidas de milhares de pessoas que necessitam de transfusão quando internadas em hospitais e prontos-socorros públicos”, afirma a diretora.

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Agendas externas

Além das campanhas, o MT Hemocentro realizará, durante o mês de novembro, as coletas de rotina e itinerantes com as unidades móveis.

“Teremos, também, ações internas e externas, por meio das nossas unidades móveis Hemobus, carreta e caminhão. Estamos próximo das festividades de fim de ano e precisamos manter nosso estoque sempre regular”, pontua Gian.

Nesta terça-feira (07), o caminhão do banco de sangue estará no Rotary Club Sinuelo. Na quarta-feira (08), o Hemobus auxiliará na coleta voluntária de sangue na Casa da Amizade, no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O Hemobus segue para a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) no dia 14 e para o Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) nos dias 16 e 17 de novembro.

Entre os dias 21 e 24 deste mês, o caminhão do MT Hemocentro estará em Acorizal. Nos dias 23 e 24, o Hemobus retorna para a estrada e estará no Hospital Universitário Júlio Muller. Já no dia 23, o veículo fará parte do Trote Solidário na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

No dia 25 de novembro é celebrado o Dia Nacional do Doador de Sangue e o MT Hemocentro está preparando uma programação para receber os doadores voluntários. Neste mesmo dia, o Hemobus estará em atividade no Multiação no bairro Marajá, em Várzea Grande. Já no dia 27, o veículo retorna para Cuiabá e fará atendimento no Tribunal de Justiça.

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Entre os dias 27 de novembro e 01 de dezembro, o caminhão do banco de sangue estará em Sapezal. Neste mesmo período, o Hemobus auxiliará na coleta de sangue na Escola de Formação e Aprimoramento de Praças da Polícia Militar.

Agendamento

Durante o mês de novembro, o MT Hemocentro também realizará coletas na sede da unidade. As doações podem ser agendadas por este link ou por meio dos telefones (65) 3623-0044 (Ramal 221 e 222) e WhatsApp (65) 98433-0624.

A sede do MT Hemocentro está localizada na Rua 13 de Junho, nº 1.055, Centro Sul, Cuiabá. O funcionamento regular da unidade ocorre de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 17h30.

O MT Hemocentro é coordenador e referência em hematologia e hemoterapia em Mato Grosso e atende à demanda sanguínea dos prontos-socorros de Cuiabá e de Várzea Grande, do Hospital Universitário Júlio Müller, do Hospital Municipal São Benedito e do Hospital Metropolitano de Várzea Grande.

A unidade também é suporte para as 14 unidades de coleta e transfusão e 26 agências transfusionais distribuídas nas microrregiões de saúde que fazem parte da hemorrede estadual.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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