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Irmãos são presos por homicídio de funcionário de fazenda; dupla ameaçou delegada da Polícia Civil

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A Polícia Civil esclareceu o homicídio do funcionário de uma fazenda, no município de Paranaíta, ocorrido no Dia dos Pais, e representou pelos mandados de prisão dos dois autores do assassinato de Bernardo da Conceição Pereira, que foram presos no estado do Pará, no início desta semana.

Dissimulados, os dois irmãos que assassinaram a vítima, com quem trabalhavam na mesma propriedade rural, debocharam das investigações, entraram em contato com testemunhas e, acreditando que não seriam presos, ainda ameaçaram a delegada de Paranaíta dizendo que fariam dela ‘isca para peixe’. Ainda, um deles chegou a gravar um vídeo, antes da chegada das equipes da polícia ao local, mostrando o corpo da vítima, lamentando a morte do ‘amigo’ e clamando por justiça.

O crime

No dia 13 de agosto, a Delegacia de Paranaíta foi comunicada pelo funcionário de uma fazenda que alegou ter encontrado o corpo de um homem que trabalhava na mesma propriedade. Segundo havia informado o comunicante, o corpo da vítima foi localizado em uma vala, próximo a uma estrada de acesso à fazenda, e apresentava sinais de espancamento.

A equipe da Polícia Civil seguiu até o local, acompanhado de peritos da Politec, e constatou que a vítima não tinha sido morta no local onde o corpo foi encontrado. A perícia constatou ainda que Bernardo, que tinha 39 anos, foi espancado e torturado, antes de ser morto.

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Os dois irmãos, de 50 e 54 anos, vistos pela última vez com a vítima, foram ouvidos na Delegacia de Paranaíta e estavam bastante nervosos e apresentaram depoimentos conflitantes. Conforme explicou a delegada Paula Meira Barbosa, os dois tremiam e tentavam se justificar o tempo todo. “Mesmo quando não eram indagados, tentavam se justificar o tempo todo. Um dos suspeitos chegaram a gravar um vídeo, antes da chegada da polícia, demonstrando a situação do corpo da vítima, dissimulando que estariam com dó da vítima e ao final ainda clamaram por justiça”.

Alegações

Um dos irmãos, o que comunicou o encontro do corpo à polícia, alegou em depoimento que a vítima havia saído de casa e não retornou. Ele disse que ficou preocupado e saiu em busca de Bernardo e o encontrou na estrada da fazenda.

A afirmação foi desmentida durante a investigação, tanto nas diligências quanto pela perícia da Politec. O cruzamento das informações trazidas nos depoimentos prestados e a hora em que a vítima foi morta foram fundamentais para definir a autoria delitiva, como apontou a delegada Paula. “O horário da morte foi o mesmo momento em que a vítima havia ficado sozinha com os suspeitos, após os outros funcionários da fazenda saírem para buscar um pneu de trator que estava no conserto”.

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Durante o período em que permaneceram foragidos, os dois entraram em contato com algumas testemunhas e desdenharam das investigações, acreditando que não poderiam ser descobertos. Inclusive, chegaram a ameaçar a delegada Paula Barbosa, dizendo que fariam isca dela, demonstrando frieza e deboche em relação ao trabalho da polícia: “Fazer isca da doutora Paula aí pra nós pegar cachara bom”.

Os dois irmãos, após prestarem depoimentos, fugiram para o estado de Mato Grosso do Sul e depois foram ao Paraguai. Em uma das ligações, um deles alega inocência, dizendo que “é triste ser acusado de coisa que não deve”, e que está em Pedro Juan Caballero e vai descer ao interior do país paraguaio.

Nesta semana, após a decretação dos mandados de prisão, os dois foram presos na cidade de São Félix do Xingu, no Pará, onde se entregaram em uma delegacia no município. Eles seguem presos, à disposição da Justiça.

O inquérito policial será concluído nos próximos dias e encaminhado ao Poder Judiciário.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil mira núcleo financeiro de esquema de peculato e lavagem de dinheiro em Nossa Senhora do Livramento

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15.10), a Operação Legado para desarticular o núcleo financeiro de um esquema criminoso que causou prejuízos ao município de Nossa Senhora do Livramento.

Na operação, são cumpridas 30 ordens judiciais expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Uma pessoa jurídica e cinco pessoas físicas são alvos dos mandados. Entre elas, estão uma ex-secretária municipal, empresários, pessoas apontadas como laranjas e uma empresa utilizada para a operação financeira do esquema. O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio de aproximadamente 30 policiais das delegacias da Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil.

A operação é um desdobramento da Operação Liberatio, deflagrada em 2024 pelo Núcleo de Ação de Competência Originária, do Ministério Público de Mato Grosso (NACO/MP-MT), que, na ocasião, teve como alvos o então prefeito e alguns secretários.

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Em continuidade aos trabalhos, foi instaurada uma investigação na Deccor para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro associada aos crimes de peculato, corrupção passiva e organização criminosa, na gestão municipal anterior.

Os trabalhos buscam apurar o caminho percorrido pelo dinheiro que teria sido desviado de dois contratos firmados, à época, pela Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento: um deles com um posto de combustíveis, cujo objeto era o abastecimento da frota de veículos oficiais da cidade; e outro com uma construtora responsável pela reforma de pontes de madeira em Nossa Senhora do Livramento.

No período investigado, foram constatadas movimentações de mais de R$ 90 milhões nas contas bancárias dos alvos, incluindo as de uma pessoa que já havia falecido à época das operações financeiras.

Essa pessoa era mãe do proprietário do posto de combustíveis e também avó da proprietária da empresa de construção civil que teria sido beneficiada, de forma atípica, com valores provenientes do posto de combustíveis.

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Ordens judiciais

Com base nas investigações, foi solicitada a expedição de mandados contra os investigados, com o objetivo de aprofundar as apurações, arrecadar novos elementos de prova e identificar outros possíveis envolvidos.

Entre as ordens judiciais estão sete mandados de busca e apreensão e seis ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.

Há também uma ordem de proibição de licitar e contratar com o Poder Público, especialmente com o município de Nossa Senhora do Livramento, direcionada à empresa investigada nesta fase.

Foi determinado o bloqueio inicial de R$ 15,8 milhões nas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de dois veículos, uma motocicleta e um caminhão.

Além disso, foi determinada a expedição de ordens às instituições financeiras com as quais a pessoa falecida mantinha relacionamento, para que impeçam a reativação ou a utilização indevida da conta por terceiros, inclusive por pessoas que detenham poderes de representação.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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