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Embrapa cria a primeira cultivar brasileira de capim Brachiaria

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A Embrapa criou a primeira cultivar brasileira de capim Brachiaria, variedade desenvolvida integralmente por pesquisadores do país entre todas as cultivares de forragem em uso no Brasil. O DNA da variedade foi sequenciado para agilizar o processo de melhoramento genético de forrageiras no Brasil.

O programa de melhoramento da Brachiaria ruziziensis começou em 2004 para atender à demanda por sementes dessa espécie, frequentemente usada em sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF), uma vez que havia apenas uma cultivar importada da Austrália, chamada Kennedy, que começou a ser introduzida no país entre as décadas de 1960 e 1970.

Após 18 anos de pesquisa, o Brasil agora tem uma espécie de Brachiaria adaptada às condições de solo e clima do país, chamada de BRS Integra, destinada a sistemas de ILPF. Essa variedade é adequada para a produção de palhada e pode ser usada na entressafra para a produção de boi safrinha, sendo considerada superior a outras forragens.

A BRS Integra possui rebrota mais rápida do que a Kennedy, podendo render até 25% a mais de forragem em solos bem adubados. Ela também pode aumentar a produtividade em até 35%. Seu valor nutricional inclui 16% de proteína bruta, em condições adequadas de solo e adubação. Além disso, a planta reaproveita a adubação da lavoura anterior devido ao seu sistema radicular ramificado.

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No entanto, é importante observar que a BRS Integra é suscetível ao ataque de cigarrinhas e não tolera solos encharcados ou temperaturas muito baixas. Ela requer uma média de 800 a 900 milímetros de chuva por ano e solos de média a alta fertilidade.

As sementes da BRS Integra estão disponíveis para compra por meio da Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto), que envolve mais de 31 empresas e produtores de sementes de forrageiras em vários estados do Brasil, incluindo Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo.

Fonte: Pensar Agro

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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