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Juiz Luiz Felipe Lara de Souza fala sobre vida e carreira no Por Dentro da Magistratura

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Está no ar a nova edição do programa Por Dentro da Magistratura, com uma entrevista com o juiz Luiz Felipe Lara de Souza, titular da Segunda Vara da Comarca de São José do Rio Claro e atual diretor do Fórum. Na conversa com o desembargador Marcos Machado e com a jornalista Fernanda Fernandes, o magistrado contou sua trajetória profissional e o que pensa sobre carreira, vida e magistratura.
 
Graduado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso em 2001, Luiz Felipe possui duas pós-graduações: MBA em Direito e Política Tributária e MBA em Poder Judiciário, ambas pela Fundação Getúlio Vargas. Iniciando a carreira como office boy, ele foi estagiário, atuou como advogado no setor bancário, foi assessor jurídico de alguns magistrados, até tomar posse como juiz substituto em 15 de junho de 2012. Desde então, já atuou nas comarcas de Cotriguaçú, Alto Taquari, Nortelândia, Arenápolis e São José do Rio Claro.
 
Influenciado pela mãe a optar pelo Direito na época do vestibular, o magistrado conta que ama o que faz. “Eu vivo do Direito. Eu amo o que eu faço. Isso não é demagogia, eu amo. Eu gosto de olhar os processos, eu gosto de ver, eu gosto de analisar, eu gosto de ver história por trás daquele processo, seja cível, seja criminal. Eu gosto, eu me interesso, eu me preocupo, porque a decisão judicial vai influenciar e muito a vida daquele cidadão.”
 
O magistrado conta que ingressou no Judiciário em 1998, ainda como estagiário, e que toda a experiência acumulada ao longo dos anos, antes de assumir a magistratura, foi fundamental para a sua carreira. “Isso me ajudou, e muito, na prática judiciária, na hora de decidir, na hora de fazer as audiências, presidir as audiências, presidir os júris. Me ajudou muito na hora de atender as partes, de conversar com o advogado. Essa minha formação me ajudou muito na prática para que eu não tivesse tanto receio, tanto medo, tanta preocupação.”
 
Na entrevista, o juiz Luiz Felipe conta algumas iniciativas que desenvolveu ao longo da carreira, em trabalhos em relação ao sistema prisional, regularização fundiária, ações relacionadas ao Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), entre outros assuntos.
 
“Eu não posso dizer que eu sou um juiz bom porque eu julgo todos os processos que me são distribuídos. Me desculpe quem pensa assim, eu não penso assim. Eu serei um juiz bom a partir do momento que eu julgo
com qualidade, de forma adequada, mas que gera para a pessoa que recebe aquela decisão uma satisfação.”
 
Luiz Felipe falou ainda sobre a importância da vida fora do Judiciário, ao lado da família e dos amigos, e da importância que os hobbies, como o futebol e o xadrez, ocupam na vida dele.
 
O programa Por Dentro da Magistratura, produzido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), tem como proposta conhecer experiências e condutas de magistrados a partir de situações pessoais durante a carreira, além de suas opiniões e escolhas e relacionamentos pessoais, institucionais e sociais, com o objetivo de transmitir tudo isso, na forma de orientação ou recomendação, a magistradas e magistrados.
 
 
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Lígia Saito
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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